sábado, 7 março, 2026

Flamengo sobrevive ao Racing e vai à final da Libertadores

 

 

Com dez, Flamengo segura Racing e avança

O Flamengo está na final da Copa CONMEBOL Libertadores 2025. O clube carioca garantiu sua vaga após um tenso empate por 0 a 0 contra o Racing Club. A partida ocorreu no Estádio Presidente Perón, em Avellaneda, na noite de 29 de outubro.

O resultado foi suficiente para o time brasileiro avançar. O Flamengo venceu o jogo de ida no Maracanã por 1 a 0. A vaga na decisão foi conquistada mais pela resiliência do que pelo brilho.

O Flamengo jogou com um atleta a menos durante quase todo o segundo tempo. O Racing, impulsionado por sua torcida, pressionou intensamente. Faltou, no entanto, criatividade para transformar o domínio territorial em gols.

O “Cilindro” estava hostil, como esperado. A torcida argentina preparou uma recepção com fogos e muito barulho. O Racing precisava reverter a desvantagem mínima. O Flamengo, treinado por Filipe Luís, entrou em campo com a proposta de administrar sua vantagem.

O primeiro tempo foi equilibrado, com chances para as duas equipes. O Flamengo quase abriu o placar. Arrascaeta recebeu em boa posição e finalizou, mas o goleiro Cambeses fez grande defesa. Pouco depois, Varela também exigiu uma intervenção importante do goleiro argentino.

O Racing não se limitou a defender. A equipe de Gustavo Costas buscava o ataque, embora de forma desordenada. A melhor oportunidade dos donos da casa veio com Santiago Solari, que chutou com perigo, mas a bola saiu.

A partida era nervosa, com muitas disputas físicas. O Flamengo tentava controlar o ritmo com a posse de bola. O Racing apostava na intensidade e na pressão sobre a saída de bola rubro-negra.

A história do jogo mudou drasticamente aos sete minutos do segundo tempo. O atacante Gonzalo Plata, do Flamengo, foi expulso. O lance foi um ato de indisciplina. Plata atingiu Marcos Rojo, do Racing, sem a bola.

O árbitro chileno, Piero Maza, foi chamado pelo VAR para revisar o lance. Após a checagem no monitor, o cartão vermelho foi corretamente aplicado. O Flamengo ficaria com dez homens por quase 40 minutos.

Este era o cenário que o Racing desejava. Com superioridade numérica e o apoio ensurdecedor da torcida, o caminho para o empate no agregado parecia aberto. A reação do time argentino, contudo, foi taticamente pobre.

Gustavo Costas intensificou a estratégia do “chuveirinho”. O Racing abandonou qualquer tentativa de construção pelo meio. A equipe passou a lançar bolas altas de forma incessante para a área do Flamengo.

A tática se mostrou previsível. A dupla de zaga do Flamengo, formada por Léo Ortiz e Léo Pereira, teve uma noite impecável. Os defensores rubro-negros ganharam a maioria das disputas aéreas, neutralizando o ataque argentino.

Filipe Luís reorganizou sua equipe. O técnico sacrificou o poder ofensivo para reforçar o sistema defensivo. O Flamengo se fechou, aceitando a pressão e confiando na sua solidez.

O Racing aumentou o volume, mas não a qualidade. Os cruzamentos eram constantes, vindos de todas as partes do campo. A defesa do Flamengo, bem postada, afastava o perigo repetidamente.

O drama aumentou nos minutos finais. O Racing teve uma chance clara. Luciano Vietto, que entrou no segundo tempo, conseguiu finalizar de dentro da área. O chute tinha direção certa, mas o goleiro Agustín Rossi operou um milagre.

Rossi fez uma defesa espetacular, à queima-roupa, salvando o Flamengo. Foi a intervenção decisiva que selou a classificação. O goleiro argentino do Flamengo foi um dos heróis da noite em Avellaneda.

A partida ainda teve um momento de confusão. Marcos Rojo, pivô da expulsão de Plata, também recebeu um cartão vermelho direto. O VAR, no entanto, interveio novamente. Piero Maza revisou o lance e reverteu a decisão. A revisão mostrou um choque de cabeças, não uma agressão.

O apito final soou como um alívio para o time carioca. O 0 a 0 foi comemorado como uma vitória. A vantagem de 1 a 0 construída no Rio de Janeiro, com gol de Carrascal, provou ser o diferencial.

Para o Flamengo, é um feito significativo. O clube alcança sua quarta final de Libertadores nos últimos sete anos, consolidando sua posição como uma potência continental. A equipe agora se prepara para a grande decisão em Lima, no Peru.

O adversário sairá do confronto entre Palmeiras e LDU. O Racing, por sua vez, lamenta a eliminação. A equipe teve a vantagem numérica, o estádio a seu favor, mas falhou em traduzir isso em futebol. A insistência em uma única jogada custou a vaga na final.

Por Marlus Pasinato – 29 de outubro de 2025 – www.libertadores.com.br

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