sábado, 7 março, 2026

Brasil goleia Coreia do Sul: Estêvão e Rodrygo brilham

Ancelotti revive o “jogo bonito” em vitória sobre a Coreia

Em uma manhã de sexta-feira chuvosa em Seul, a Seleção Brasileira mostrou por que ainda é referência mundial em futebol. Em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026, o Brasil atropelou a Coreia do Sul por 5 a 0, exibindo repertório ofensivo pouco visto nos últimos tempos. Sem dar margem a dúvidas, o time comandado por Carlo Ancelotti ratificou a reconstrução do “jogo bonito”, reacendendo esperanças e alimentando expectativas tanto no público nacional quanto na imprensa estrangeira.​

O quarteto ofensivo formado por Estêvão, Rodrygo, Vinicius Júnior e Matheus Cunha protagonizou uma atuação dominante, e os dois primeiros foram os grandes nomes do confronto. Aos 13 minutos, Bruno Guimarães achou Estêvão nas costas da defesa coreana; o jovem atacante tocou na saída do goleiro e abriu o placar, mostrando a qualidade já esperada por Ancelotti.​

Aos 41 minutos, foi Rodrygo quem ampliou com um chute preciso após bela troca de passes. O segundo tempo mal havia começado e o Brasil já vencia por 4 a 0 antes dos cinco minutos: Estêvão aproveitou erro defensivo dos coreanos, ampliou, e logo depois Rodrygo fez seu segundo na partida após assistência de Vini Jr.. O quinto gol saiu dos pés de Vinicius, sacramentando a goleada e a ascensão desse trio que começa a empolgar até jornalistas argentinos e espanhóis.​

A escalação inicial trouxe novidades, como Vitinho e Matheus Cunha, ao lado de titulares consagrados como Casemiro e Éder Militão. E nada escapou ao olhar meticuloso de Ancelotti, que, mesmo com substituições no segundo tempo, manteve o padrão de intensidade e qualidade. Diante de um estádio lotado, mas silencioso após o terceiro gol brasileiro, a Coreia do Sul, mesmo contando com Son Heung-min, não conseguiu criar perigo efetivo. Durante o jogo, Kim Min-Jae e Jusung receberam cartões amarelos, e Gabriel Magalhães também foi advertido pelo árbitro catariano Abdurahman Ibrhaim Al-Jassim.​

Os números corroboram a superioridade brasileira: Estêvão e Rodrygo marcaram dois gols cada um, Vini Jr. foi responsável por uma assistência e também marcou. O Brasil finalizou mais (10 vezes), com melhor aproveitamento de ataques rápidos e pressão constante sobre a defesa adversária.​

A repercussão internacional foi imediata. O jornal argentino Olé classificou a Seleção como “predadora”, enquanto o Clarín alertou seus vizinhos: “O Brasil começa a assustar”. Mídia espanhola, como Marca e As, apelidou o time de “Real Brasil”, em referência à influência madridista evidente na equipe e destacou a homenagem prestada a Pelé, cujo patch comemorativo celebrou 85 anos do Rei do futebol. A Gazzetta dello Sport afirmou que Ancelotti “deve ter se divertido bastante”.​

O técnico italiano, por sua vez, não economizou elogios: “Foi uma partida completa em todos os aspectos, jogamos muito bem com e sem bola; o compromisso da equipe foi determinante. Quando há atitude, a qualidade aparece”, disse em entrevista coletiva após o duelo.​

A sequência de amistosos da Data Fifa pela Ásia continuará com jogo contra o Japão, na terça-feira, em Tóquio. Para a Coreia do Sul, restou apenas admitir as lacunas defensivas. O Brasil segue firme na missão de reconstrução, agora com peças jovens e um comando já apaixonado pelo talento local.​

Se foi apenas um amistoso, que seja o presságio de uma campanha promissora rumo à Copa de 2026. Na Era Ancelotti, talvez o ceticismo finalmente dê lugar à ilusão.

Por Marlus Pasinato – 10 de outubro de 2025 – www.libertadores.com.br

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