3. Corinthians sobrevive na Argentina e decide vaga em casa
Empate por 0 a 0 deixa classificação aberta nas oitavas da Libertadores.
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O Corinthians saiu da Argentina com um resultado mais valioso do que o futebol apresentado poderia sugerir. O time empatou por 0 a 0 com o Rosario Central, em 13 de agosto, no Gigante de Arroyito, pela ida das oitavas de final da Libertadores.
O Rosario Central criou as principais oportunidades do jogo. Ángel Di María foi o principal foco ofensivo dos argentinos, enquanto Hugo Souza teve participação importante para impedir que a pressão se transformasse em gol.
O Corinthians também encontrou dificuldades para construir. Em vários momentos, a equipe precisou defender próxima de sua área e apostar em transições. A estratégia não foi particularmente elegante, mas cumpriu o objetivo central de uma partida de ida: manter a série viva.
O cenário ficou ainda mais complicado no segundo tempo. Allan foi expulso aos 35 minutos, deixando o Corinthians com dez jogadores. Mesmo assim, a equipe conseguiu preservar o empate até o final.
O resultado ganha peso quando considerado o momento vivido pelo clube. O Corinthians atravessou dias turbulentos nos bastidores, incluindo a indefinição envolvendo Memphis Depay. A crise administrativa aumentou a pressão sobre Fernando Diniz e seu elenco.
Em campo, entretanto, o time encontrou uma espécie de estabilidade defensiva. Hugo Souza foi importante, e a defesa conseguiu limitar o Rosario mesmo depois da expulsão. Para um clube que precisava atravessar um ambiente hostil na Argentina, isso tem valor.
A partida também foi marcada por um episódio grave fora da disputa esportiva. Hugo Souza denunciou ter sido alvo de injúrias racistas vindas da torcida argentina. O protocolo antirracismo da Conmebol foi acionado, e a entidade informou que o caso seria investigado.
Agora, a vantagem muda de lado. O segundo jogo será em São Paulo, na Neo Química Arena. Se o Corinthians vencer, estará nas quartas de final. Novo empate levará a decisão para os pênaltis.
O ponto central é que o Corinthians não precisará repetir exatamente o jogo de Rosário. Precisará apenas corrigir sua produção ofensiva sem perder a organização que sustentou o empate.
A partida de volta será em 20 de agosto.
Na Argentina, o Corinthians sobreviveu. Em São Paulo, terá de jogar.
Por Marlus Pasinato – 13 de agosto de 2026 – www.libertadores.com.br


